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  • ceciliaraisa1

A primeira semana da COP 26 – Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas


O anfitrião Boris Johnson. Imagem, Google


O Primeiro dia de conferência foi aberto pelo anfitrião da edição, o Primeiro Ministro, Boris Johnson, onde fez um discurso afirmando que esse pode ser o momento de virada histórica, destacando que o a comunidade internacional possui a tecnologia e se pode encontrar o financiamento para uma economia verde, más a questão é se existe a vontade política. O Reino Unido que busca firmar um papel de liderança na pauta ambiental onde o grande desafio é construir um consenso climático entre quase 200 países.


Em seguida, a liderança paiter-suruí, Txai Suruí, única representante brasileira a discursar na plenária, foi enfática ao afirmar que os impactos das mudanças climáticas estão acontecendo agora, não em 2030 ou 2050, e ressaltou que os povos indígenas estão na linha de frente da emergência climática e que precisam estar no centro das decisões tomadas em Glasgow.


Txai Suruí. Imagem, Google.

Já na terça-feira, 2 de novembro, as negociações entre os países começam a ganhar forma, o Brasil assinou o Compromisso Global sobre Metano em conjunto com outros 96 países. Com o objetivo de reduzir 30% das emissões de metano até 2030, em comparação com as emissões até 2020. Além do acordo florestal, compromisso em acabar com o desmatamento ilegal até 2030.




Na quarta-feira, o financiamento de uma economia verde foi o tema em destaque, o governo britânico anunciou que 450 empresas, entre elas brasileiras, se uniram para financiar projetos que limitam o aquecimento, empresas que controlam 40% dos ativos financeiros do mundo (130 trilhões de dólares).


Além do repasse de fundos a países em desenvolvimento, uma coalisão que representa mais de 1Bi de pessoas em 50 países da África, Ásia e América Latina, pediram aos lideres de governo que formem um pacto de emergência climática e tomem medidas mais ambiciosas em relação aos países pobres e busquem uma reparação histórica a meados das revoluções industriais.


A Quinta-feira foi marcada pelo acordo entre 77 países para acabar com o uso de carvão até 2040, entre eles estão grandes poluentes como Polônia e Vietnã, porém, os dois maiores poluidores, EUA e China, não aderiram ao acordo. Organizações e bancos também concordaram em parar de financiar a indústria carvoeira.

A Sexta-feira foi marcada pela presença da sociedade civil, diante da maioria dos chefes de estados serem, masculina e branca, o painel abre espaço para a diversidade étnica, de diferentes vozes e apelos, principalmente da juventude que acredita muito em uma transformação coletiva, a pressão é feita principalmente ao tocante a metas mais ambiciosas, aos pobres em zonas de risco e levantam o debate sobre o racismo ambiental para que grandes decisões políticas não excluam por exemplo, populações negras e indígenas.

O Governo Britânico aproveitou a data para anunciar medidas que coloquem a crime climática em debate nas escolas, uma nova grade escolar trará um maior espaço sobre a temática a partir de 2023. O governo se baseou por uma pesquisa em que acusou a ansiedade da juventude sobre o futuro em relação a crise do clima.








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