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  • ceciliaraisa1

Dados mais recentes do crescimento das cooperativas e catadores associados no Brasil



Segundo os dados mais recentes, disponibilizados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS: 18º Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, coleta de dados do ano de 2020, com ano de referência 2019, computa um total de 31.527 catadores associados em 1.480 entidades associativas ou cooperativas presentes em 994 municípios da amostra. A distribuição espacial por macrorregiões dessas organizações é apresentada no quadro a seguir.



Sediando 40,8% das entidades do país, na macrorregião Sudeste estão atuando mais de 12 mil catadores o equivalente a 38,6% da força de trabalho das associações e cooperativas identificadas pelo SNIS. No Sul do país, encontram-se 499 organizações (33,7% do total) onde 10.067 (31,9% do total) trabalhadores se dedicam à recuperação de resíduos recicláveis. As demais macrorregiões representam juntas o equivalente a 25,5% das organizações e 29,5% dos trabalhadores, semelhante aos resultados individuais para o Sul e Sudeste.


A participação formal de catadores na coleta seletiva em parceria com o poder público, foram responsáveis por 36,8% do total das 65,11 milhões de toneladas coletadas seletivamente em 2019, percebe-se o incremento da atuação das organizações de catadores em 6,1 pontos percentuais que é acompanhado da diminuição em 4,0% às prefeituras seguido, também, de pequena redução da massa coletada seletivamente por empresas contratadas da ordem de 2,4 pontos percentuais.



A atuação das associações ou cooperativas de catadores tem maior destaque nas faixas iniciais 1 a 3 (pop. total inferior a 250 mil habitantes), onde alcançam entre 37,5% e 48,5% da massa total coletada seletivamente, valor superior aos demais prestadores o que demonstra sua relevância na prestação de serviços para municípios de pequeno porte como demonstrado a seguir.



Na macrorregião Centro-Oeste aparecem Brasília/DF e Goiânia/GO, que contribuem, cada uma, com 27,7% e 14,0%, respectivamente, do total recolhido. Vale citar Águas Lindas de Goiás/GO que, com 212 mil habitantes, alcança 10 mil toneladas, correspondendo a 8,5%, e Campo Grande/MS, com 7,1 mil toneladas e 6,1% do total.



Já na quantidade de recicláveis secos recuperada o Centro-Oeste, percebe-se um resultado bem próximo à média nacional. Alcança 8,0 kg/hab./ano, devendo-se, no entanto, ficar atento ao fato de que 53,2% da massa recuperada se deve a Goiânia/GO e Brasília/DF.

Os dados são enfáticos na importância e crescente daatividade fornecida pelos catadores em formato de cooperativas e associações a parceria entre prefeituras e/ou instituições governamentais gera desenvolvimento econômico, ambiental e social em loco e em escala nacional com reflexos a imagem do país a âmbito internacional. O diagnóstico vai além do recorte regional que essa matéria se dispôs contemplando ainda, desempenho financeiro, unidades de processamento e as relações de importação e exportação de resíduos domiciliares, entre outros dados, a integra pode ser encontrada no seguinte link.








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